sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A quem incomoda o aborto e perspectivas quanto ao controle do corpo feminino:






Me propus elaborar uma análise critica com base na matéria “Vamos continuar a recolher corpos de mulheres mutilados e carbonizados?” da colunista Cláudia Collucci veiculada no site da Folha em 24 de agosto de 2016. Para tal, se faz necessário à aplicação de um olhar holístico da problemática das instâncias inerentes a saúde da mulher, tensões politicas, atravessamentos ideológicos, além da dinâmica sócio cultural que permeia a temática do aborto para além de um tópico tabu, mas sim um problema que carrega em si pressupostos que concernem ao poder patriarcal do sistema social vigente.




A matéria “Vamos continuar a recolher corpos de mulheres mutilados e carbonizados?” aborda a problemática do aborto e os inúmeros casos de mortes de mulheres que recorrem às clinicas clandestinas e os aspectos que atravessam a dinâmica desse cenário social. Assim a colunista debate a questão exemplificando os casos de algumas das inúmeras vitimas desse sistema que emperra qualquer efetividade de ações no que concerne as politicas de saúde publica.


Contudo não se pode debater a questão da saúde e cuidados da mulher e principalmente o aborto sem se posicionar perante o sistema machista e patriarcal que gere as decisões primordiais que poderiam evitar tal cenário. Ou seja, partindo da estimativa da OMS que levanta que a cada dois dias uma mulher brasileira morra devido a complicações de abortos clandestinos, não se pode negar a influencia de uma cultura arcaica que põem a vida de mulheres em risco por se ater ideologicamente a princípios machistas que pregam o corpo da mulher como propriedade do poder patriarcal.


Há nisso ainda uma perspectiva da sistemática econômica, pois abortos acontecem e sempre aconteceram e legal ou não a questão é que a alta mortalidade atinge mulheres das camadas mais baixas da sociedade, ou seja, sob o prisma do poder econômico o aborto e sua problemática ganha cor, etnia e classe social, isso no que tange a sua criminalização e mortalidade.


Por isso, não se pode deixar de citar o aspecto mais hipócrita de tal dinâmica, considerando o Brasil um país de maioria cristã, observa-se a influência nefasta de pontuações ideológicas que só podem ser comparadas a uma Idade Média politica que deixa de lado a máxima de Estado laico para empregar um sem fim de retaliações para com o que tange a ações para o bem estar da mulher. Questão essa torna se ainda mais preocupante atualmente ao se considerar a configuração do governo vigente que coloca um ministro da saúde (Ricardo Barros) que tem em sua pauta que igrejas participem do debate do aborto.


Observa-se um evidente desdém daqueles que detém o poder para com a temática e mesmo ineficiência para sua função ao nem ao menos observar o aborto como um problema de saúde publica.


Assim o que se observa é a clandestinidade não só das clinicas de aborto, mas da tragédia em si que se expressa na vida de mulheres que ainda no século XXI precisam lutar pela posse de seus próprios corpos. Uma clandestinidade que tange a fatores históricos, sociais, econômicos e que ainda não consegue nem ao menos se livrar uma óptica inquisidora seja da politica, seja do próprio preconceito social alardeado midiaticamente.


Talvez seja simplório dizer, mas torna se inegável a afirmação de que se homens engravidassem o aborto já seria legal há muito tempo. Questão que remete a fato do aborto masculino que além de expressar o abandono de milhares de crianças criadas apenas pela mãe, também levanta a questão de como o meio social julga a mulher e exime os homens da responsabilidade, como se até justificasse tal ato como natural da masculinidade.


É inegável a problemática cultural que barra e faz frente a trazer o aborto para a luz da problemática da saúde pública a própria sociedade se nutre de uma cultura que se diz pró-vida, mas se estabelece como pró-nascimento, como se dissesse que a vida do feto é importante, mas a da mãe pode ser posta em risco.


Em suma a saúde pública e as politicas públicas que atualmente no Brasil enfrentam um dos maiores perigos de retrocesso e não somente devido às inúmeras jogadas politicas que somente atendem a agendas individuais e partidárias, quando não de interesses de empresários e gente do alto escalão determinada a manipular toda forma de poder em beneficio ao lucro, mas também devido a cultura social que nas ultimas décadas se desenvolveu em favor das minorias, estabelecendo programas de desenvolvimento que mudou muito a face do país. Ao mesmo tempo observa-se que se estabeleceu uma resistência neoliberal que se sente ameaçada por uma constituição social mais igualitária que lhe retira o poder de subjugar as faixas sociais desfavorecidas.


Por sinal é mais do que evidente de que temas como aborto, cotas, direitos LGBTs ou mesmo programas como bolsa família ou auxilio reclusão incomodam exatamente aqueles que historicamente sempre estiveram em vantagem econômica, assim não é surpresa que quando se fala em saúde da mulher e legalização do aborto, os que mais se ressentem são homens, heterossexuais, cis, brancos, cristãos, oriundos das classes sociais mais altas.



Tal analise possibilita entender a questão do aborto como um enfrentamento que remete a problemática do controle, neste caso o controle do corpo feminino, talvez até mesmo em analogia a conceituação de Foucault, como um controle do corpo físico e do corpo social da mulher perante o Estado, o patriarcado, a sociedade, cultura e infelizmente a religião que condena e julga tem levado mulheres a morte pelo simples fato de não observar uma questão de saúde pública como ela realmente é. Assim, torna-se lamentável que em tempos de Zica vírus a saúde e bem estar da mulher ainda seja encarado por uma ótica tão reacionária. 

Referência:


COLLUCCI, C. Vamos continuar a recolher corpos de mulheres mutilados e carbonizados? Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiacollucci/2016/08/1806424-vamos-continuar-a-recolher-corpos-de-mulheres-mutilados-e-carbonizados.shtml Acesso em: 12 set. 2016.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Exorcizando o excesso de passado:

No agora tudo parece convergir, todas conversas, todos os acasos, as pequenas coincidências, todos os olhares distantes... No agora há aquela certeza dolorosa, mais dolorosa do que as madrugadas de duvida em que compartilhamos o seu desespero.
Porem ainda há uma parte que trocaria as madrugadas do agora por aquelas em o telefone era a única conexão para não te fazer desistir de si mesmo. Não acredito que em momento algum tenha te salvado, vejo de algum modo agora, que você nunca quis o fim, apenas tinha um medo muito grande do amanhecer... E no agora eu entendo, sem duvida alguma o amanhecer é a pior parte.
Nas madrugadas do agora há a dor, mas minha mente ousou perscrutar cada momento do passado, cada segundo, cada convergência. Tudo começou tão rápido, tão intenso, como se a vida toda fosse uma preparação para aquele encontro, como se o feitos um para o outro fosse real... Mas a verdade é que não se pode esperar muito de um sentimento que literalmente começou nas nuvens.
Uma vez ouvi que depressão é o excesso de passado no presente, e há tanto passado em você, talvez por isso as nuvens, você sempre fugindo do passado, mas sem dar chance ao futuro.
No agora, sinto muito passado em mim, um passado que você deixou, e em alguns momentos me agarro a raiva, digo que ela é minha amiga, me impulsiona pra frente, pra longe do seu passado, do passado na forma de você.
Lembro me de uma discussão sobre os 5 estágios de pré morte e o luto, como isso agora parece tão indelevelmente providencial e irônico, era onde eu deveria ter percebido tudo, mas estava muito confiante, acreditei que você era mais uma das minhas vitorias, meu ano perfeito, tudo se encaixando, mas a verdade mórbida era que algo a muito tempo morreu em você e viver no passado te fez tornar se ele, perdeu sua identidade justamente para aquilo (e aquele) que te causa mais dor, mais uma vez irônico tornar se algo que se odeia.
Mas é foi minha grande saída, da dor, do passado, de você. Vi que a raiva não é minha amiga, mas foi sua. Não me permito te odiar, também já não o amo, porem me liberto para que não sinta por você o que sentiu por seu passado, pois no agora você é o meu passado e esse ciclo vicioso acaba aqui, não me tornarei o que odeio, o que me feriu não será meu meio de ferir. Entenda não estou oferecendo a outra face, não sou esse tipo de idiota, nem mesmo me sento sublime a ponto de uma total abstração, somente estou rompendo com esse pacto de dor, afinal ele é seu e não meu, mesmo que você o tenha causado a mim também, assim como cada objeto que devolvi assim também devolvo seu excesso de passado.

Percebi que esses meses foram uma ilusão, que em parte sim aproveitei, mas uma ilusão por eu ter me anulado, devo assumir por sua causa eu não criei nada nestes meses, mas foi ficar sem você e estou novamente fazendo boa arte, cometendo erros fantásticos, como diria Neil Gaiman. Sou ateu, mas pequei ao trocar minhas asas pelo seu passado.  Mas no agora eu as sinto novamente, por que no agora não há mais o excesso de você.

domingo, 6 de julho de 2014

A visão freudiana e sua relevância para com o homem, ou “Édipo”, do século XXI:

Galileu tirou o homem do centro do Universo, Darwin do centro da criação, Freud por sua vez, mostrou ao homem o centro de si mesmo, revelou o inconsciente demonstrando que muito do que se acreditava ser concebido por uma ação livre e objetiva era reflexo às respostas que se quer cogitava-se fazer. Embasado em uma visão existencialista, Freud provocou e ainda provoca a sociedade e o homem a se desafiar conhecer seus medos e desejos, suas pulsões e seus recalques, portanto há que se afirmar que o pai da Psicanálise não só ainda explica como também questiona.
Assim, mesmo após 70 anos de sua morte, o psicanalista que foi mestre de Jung e Adler, por exemplo, tornou-se o símbolo de sua própria ciência, indo muito além e tornando se parte da cultura pop e em um mundo onde a socialização e a individualização são os norteadores conflitantes mais ativos, as teorias de Freud se tornaram ainda mais relevantes, ainda mais considerando o acesso a informação constante, sexualidades expressivas e o embate entre ciência e religião, as concepções freudianas apresentam-se tão relevantes quanto a visão de Nietzsche.
Ainda que outras abordagens da psicologia critiquem as máximas quanto à sexualidade que a psicanálise apresenta, há muito mais que o complexo de Édipo na obra de Freud, fundamentos como pulsão de morte, histeria, hipnose (esta baseada nos ensinamentos de Charcot), tratamento por associação livre, além da famosa interpretação dos sonhos demonstram a versatilidade e o quanto do trabalho de Sigmund Freud ainda é atual, senão visionário. Portanto, aos que se colocam contra e dizem que a psicanálise se baseia apenas em afirmar questões de impulsos sexuais, há que lembrar-se que o próprio Freud em determinado momento disse “às vezes um charuto é apenas um charuto”.
Com isso, Freud demonstra que a psique humana é muito mais complexa que se pensava, a imagem de um iceberg é o que melhor se ilustra quando ao que se sabe da mente, com o inconsciente submerso, os segredos, impulso, desejos, medos, fantasias e razões carecem de investigação para o autoconhecimento e conhecer alguém em sua totalidade torna-se impossível.
O que Freud fez foi reascender o fogo do oráculo de Delfos, e a frase “Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo” nunca fez tanto sentido, no entanto isso é tarefa de uma vida. A construção da personalidade nunca para, as vivências e tragédias são agentes transformadores afetando em maior e menor escala de forma consciente e inconsciente, ser verdadeiro consigo mesmo em dados momentos pode ser mais difícil que a interação com o desconhecido, o homem acaba sendo fruto de elementos que ele mesmo desconhece em sua criação e em sua época.
Assim, o ser e o ter se confundem na sociedade atual e a persona se vê suprimida pelo fluxo constante de informações e necessidades de interação com o meio, o contato com o interior é recalcado junto com o que se considere uma emoção socialmente negativa, o homem deseja, mas se nega ao ato de desejar, mais do que ao próprio desejo, sendo o que se espera que ele seja e não o que ou quem realmente é.

Freud abriu a porta, a grande guerra deste milênio é individual, o desafio é o novo mito da caverna de Platão, ou o sair da Matrix, trazer elementos do inconsciente para a superfície e por mais que a psicologia e a psicanálise sejam parte da cultura e Freud um ícone mundial, as luzes da superficialidade parecem atrair muito mais a mente para a alienação do para a descoberta do inconsciente. Desta forma, Freud explica, mas cada um ao seu modo ainda procura complicar. 

Christian Duchovny - Americana-SP 06/07/2014

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Freud Além da Alma - Conheça-te a ti mesmo:

Sabe-se que a sólida formação psicanalítica passa pelo domínio teórico-técnico dos principais constructos conceituais, formulados por seu fundador: Sigmund Freud. A primeira série de estudos que Freud empreendeu tem uma importância particular ao desenvolvimento posterior de sua obra e produção, pois contém, resumida e potencialmente, hipóteses e princípios fundamentais que justificariam a psicanálise como um todo. No filme "Freud, além da alma", produção norte-americana de 1962, dirigida por John Huston, tem-se uma biografia romanceada do pai da psicanálise, mostrando sua trajetória de elaboração da teoria psicanalítica. O filme reconstrói a vivência e as descobertas de Freud, em Paris e na cidade de Viena, entre os anos de 1885 e 1890. 

Retratando de modo introspectivo a maneira como a vida pessoal de Sigmund Freud e as formulações psicanalíticas se desenvolvem em boa parte a partir dos estudos e experiências pessoais de Freud.
Assim, com seu interesse pela histeria Freud, inicia um questionamento dos métodos até então empregados, considerando a histeria como uma psiconeurose onde a divisão da mente ocorre devido aos conflitos entre vida representacional e um conteúdo reprimido. Logo Freud se vê atraído pelos estudos de Charcot  e a aplicação de hipnose no tratamento e observação da ação dos sintomas da histeria.
Em parceria com Breuer, Freud vem a elaborar a relação dos mecanismos psíquicos da histeria e lembranças reprimidas, algo que mais tarde viria a fomentar a teoria do trauma, contudo utilizando se da hipnose e do método catártico, Freud e Breuer observação o papel da repressão ao aplicarem tais métodos em um jovem que apresentava uma repulsa a água.
Certos aspectos da vida pessoal de Freud começam a dar forma também à suas teorias quando em uma sessão com um jovem que durante o transe hipnótico diz desejar cometer parricídio, por amar a própria mãe, Freud começa a ter sonhos estranhos que de certa forma o colocam na mesma situação, elementos estes que mais tarde dariam forma ao Complexo de Édipo e a Teoria dos Sonhos.
Contudo, após o conflito pessoal com tais ideias, Freud retoma os estudos com histeria, e postula que as neuroses estariam todas relacionadas com traumas de cunho sexual. Breuer se opõem a teria da sexualidade de Freud já neste momento, mesmo ela ainda não tendo tomado toda sua formulação.
Quando a paciente desenvolve uma gravidez psicológica direcionada por seus sentimentos pro Breuer, este se afasta do tratamento deixando-a aos cuidados de Freud, contudo é possível notar que a projeção de sentimentos da paciente por Breuer ais poucos vão sendo direcionadas para Freud, sendo caracterizada a transferência, fantasias que a jovem tinha pelo pai e foram sendo projetadas em Breuer e Freud.
Se afastando e vez dos métodos de hipnose e catártico, Freud começa a aplicar o método de associação livre e mesmo se autoanalisando percebe sempre o fator sexual sempre presente na formação infantil. Com isso passa a caracterizar elementos simbólicos além da teoria do trauma, o que por si vem a gerar questionamento quando a conduta das figuras genitoras e o desenvolvimento sexual e a divisão das fases na infância, dando vasão a teoria da fantasia, no momento em que Freud nota que suas lembranças referentes ai pai, que havia falecido a pouco e o sentimentos projetados da paciente caracterizam não um trauma sexual factual, mas uma fantasia ou desejo reprimido tendo como fonte de erotização os pais.
Com isso, tais descobertas vêm a colocar ainda mais a sexualidade no centro de sua linha teórica, pontuando o papel sexual desde cedo na infância, diretamente logo após o nascimento onde a associação de um afeto de satisfação biológica (a alimentação) e o contato e afago da mãe fundamentam a ação da pulsão e da libido.
Assim o conflito com Breuer e a resistência da visão puritana da época são inevitáveis, as teorias de Freud são recebidas com resistência, sendo até a postura irônica por parte dos médicos do conselho uma analogia direta a formulação do conceito de repressão e resistência no aparelho psíquico. Contudo Freud expõe a visão de que a criança possui o desejo sexual direcionado à mãe porem encara o pai como um oponente, citando Édipo, sendo também implícitos os conceitos das fases do desenvolvimento sexual (Oral, anal, fálica e genital).

A obra pontua, mesmo que em determinados momentos de uma forma não linear de acontecimentos e mais romantizada, toda a postulação inicial das teorias psicanalíticas, mesmo deixando em aberto que haveria muito mais a ser produzido por Freud, finaliza com uma analogia a um encontro introspectivo, onde Freud adentra o cemitério onde o pai esta sepultado, sendo que antes lhe era impossível entrar por estar em conflito com conteúdos psíquicos que lhe produziam um sintoma histérico diante da ideia do pai morto e seus desejos parricidas. 

Sinopse e detalhes

1885. Enquanto a maioria de seus colegas se recusa a tratar a histeria acreditando tratar-se simulação, Sigmund Freud (Montgomery Clift) faz avanços usando a hipnose. Sua principal paciente é uma jovem que não bebe água e é atormentada diariamente pelo mesmo pesadelo.

Jean-Paul Sartre escreveu um roteiro para o filme a pedido do diretor, John Huston. Seu texto foi rejeitado por ser muito longo e acabou publicado como livro: "The Freud Scenario". Sartre queria que Marilyn Monroe interpretasse Cecily Koertner.

domingo, 9 de março de 2014

Suspiro de um louco sobre os gênios

Os gênios que criaram a psicanálise, revolucionaram a ciência e evoluíram na filosofia foram considerados como loucos ou narcisistas. Acusados que estavam no templo do abstrato porque foram raros esses seres humanos que apareciam e não eram compreendidos. Para eles, os talentosos, escondidos nas alcovas inspiradoras apenas queriam meter o serviço deles em pró da sociedade.
Einstein crucificava-se a si mesmo: A sua mente fervilhava permanentemente. Em adulto na Universidade investigou física e criou a teoria da relatividade, para apresentar às plateias. O público das suas apresentações não entenderam e os professores consideravam alucinado diziam que tinha de submeter-se ao público das apresentações. As gargalhadas eram presentes em cada sessão pública. Einstein pensava para ele próprio: Me compreenderão, excepto se não assimilarem a minha descoberta.Nietzsche pesquisou filosofia e criou a teoria do eterno retorno, contudo a apreciação geral foi condenada. Quando aparecia nos seminários sobre o tema, as pessoas comportavam-se da mesma forma. Por vezes quando frequentava o café, os conhecidos daquele espaço começavam às risadas prolongadas. Nietzsche refletiu: Se algum dia pensarem sobre o assunto, me darão razão.Freud estudou a psicologia humana, abrindo o campo para a psicanálise e criou a teoria da dissociação sexual. Foi humilhado, condenado e julgado pelos médicos. A medicina sempre considerou que a psicologia não era uma ciência. A discussão percorreu várias décadas, enquanto isso Freud passava o seu tempo analisar os pacientes.Por esses motivos, os gênios raramente mostravam o seu sorriso...o sorriso que é a lei principal das relações humanas, portanto, os humanos estão sempre a rir, tanto do absurdo como do cômico. Oh, que lamentável, mas é a natureza humana! Algumas palavras de consolação e apoio saíram de uma terra longínqua, porém não chegavam aos ouvidos dos três gênios.A relevante inteligência mesmo assim acompanhou a alma deles...até ao fim dos seus dias. Nunca deixaram de procurar o conhecimento para oferecer à humanidade? E a humanidade o que fez? Estavam ocupados, demasiado empregados. Passado meses, anos e séculos o julgamento foi sempre o mesmo. Pronto, é esta apreciação geral.De um dia para outro, certos investigadores, pesquisadores, cientistas, psicólogos, filósofos descobriram que essas teorias dos índoles tinham revolucionado o mundo, e não só.Esse núcleo de investigação como tinha capacidades de marketing, e poder de divulgação, criaram slogans para chegar aos milhões: Freud, Einstein e Nietzsche foram divinos! Em conferências públicas aclamaram: "Foram o progresso e evolução dos campos da filosofia, ciência e psicologia. Foram ambos dotados dos tempos, e espaços. Hoje em dia descobrimos a importância que abriram ao conhecimento destes campos. Não podemos negar o que contribuíram para evolução da ciência. Estamos gratos por essa sabedoria é magnífico!" O discurso brilhava ao novo mundo de seres humanos rapidamente tornou-se um sucesso popular e financeiro.As três teorias produziram lucros espantosos. Em homenagem criaram três estátuas, em Califórnia. Construíram as três estátuas de forma triangular como tivesse a discutir as três teorias: corpo erecto cumprido, magros, altos, e com um sorriso largo nos lábios; O mesmo reconhecimento que nunca tiveram em vida...

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O que é o inferno?

Mesmo diante de um calor tremendo a ideia de um inferno de fogo não era capaz de convencer uma mente inquieta e naquele momento incomodada.
Nem mesmo qualquer noção bíblica, mitológica ou fictícia faria sentido para alguém tão racional, no entanto a palavra inferno não podia simplesmente ser descartada daquele momento...
Momento, talvez esta fosse à chave. Aquele era o momento em q o inferno se tornava palpável. Uma noite quente de verão, um país de terceiro mundo, uma luta constante por se destacar, a convivência complicada com outros seres humanos que na maior parte do tempo, ou naquele momento, faziam muito bem seu papel de agentes do inferno.
Não que aquele fosse um estado de espirito infernal, mas que em suma realmente o inferno estava presente.
Parando pra pensar o que mais faz sentido quando se pensa em inferno é um momento repetido por toda a eternidade, mas isso não era convincente o bastante, o inferno deveria ser mais criativo, mais provocador.
Esperança! Era essa a chave do inferno, tanto de entrada quanto saída, pois como acreditar no inferno se não acreditar que pode se livrar dele. Estar conformado anula toda a dinâmica infernal.
Era isso, naquela noite aquela mente estava inconformada e por isso o inferno se mostrou com toda força.
Mas não era o momento se repetindo que causava o inconformismo, era a mentira ser exigida como forma de verdade, como se isso fosse possível. Não que aquele fosse um homem santo em conflito com as dores do mundo, ele nem mesmo acreditava em santos, deuses, anjos, demônios ou no inferno. Mas ele acreditava na verdade, não era uma verdade própria, ou inefável, era simplesmente cumprir com seu dever, não estar em segundo algum amarrado aos joguetes alheios.
E ainda assim o inferno chegou. E quando chegou, chegou culpando a quem não mentiu, e era isso, não era o momento, era a culpa, e nem era sua culpa, mas sim um reflexo do fracasso dos outros. Como alguém pode carregar os erros dos outros? Não, não falem de Cristo ou qualquer outra divindade ou semi divindade que supostamente tenha se sacrificado, isso nem mesmo corresponde a raiz da palavra.
O inferno são os outros? Quase isso. O inferno é culpa dos outros. Caramba, imagina aqueles condenados injustamente...


Christian Duchovny – Americana –SP 05/02/2014

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Escreva uma história

“Escreva uma história”. A  voz disse e mesmo distante ainda ecoava em sua lembrança cada vez que ele sentava- se diante do computador. Era sua sentença, seu legado, mas estava naquela página em branco, sussurrando, implorando para ser lapidado pelas palavras que dançavam em sua mente.
Mas com começar? Qual foi o momento que mudou tudo e se fez necessário se contar, o segundo que se fez merecedor de ser marcado naquela pagina?
Em uma época em que qualquer um se dizia escritor, ele não queria ser só mais um, ele era amante do velho romance, da classe dos poemas, da curiosidade dos pequenos e grandes contos. Sua mente era um salão de ideias românticas, de suspenses e fantasias nascidas no velho mundo.
Como começar uma história que não o envergonhasse diante dos mestres, amigos, mentores e companheiros de aventuras que o permitiram entrar e mergulhar em obras tão inspiradoras, logo ele que se banhou nas margens de livros que o fizeram diversas vezes desejar não retornar ao mundo real e em tantas outras o fez duvidar se o mundo era real...
“Escreva uma história”, a voz insistia. Mas como? Como ser digno de libertar a torrente de ideias, criar um mundo, quando todos os mundos que ele amava já haviam sido criados... Mundos que ensinaram tanto a ele. Mundos que mostram o valor da amizade na Terra Média, ensinaram magia em Hogwarts, mostraram que era preciso se preparar quando o inverno está chegando, mundos onde com um punhado de areia era possível sonhar, com coragem era possível dar a volta ao mundo e não demoraria mais q 80 dias. Mundos onde o medo assombrava velhos hotéis e uma pintura de Da Vinci era a chave do mistério, um mundo onde você para pra escutar quando a morte conta uma história...
Eles foram seus guias, disseram “faça boa arte” e agora a voz o provocava mais do que nunca, parecia sentir que a barragem não mais o seguraria. Uma história precisava ser contada, em algum lugar alguém aguardava esse mundo.

Disseram pra ele seguir o coelho branco e agora lá estava ele diante da página em branco e a voz do coelho disse “Escreva uma história...” e quando ele tocou a primeira tecla a página se transformou. Ele se sentia caindo pela toca do coelho a cada letra e quando ele se entregou, a história começou...

Christian Duchovny - Americana-SP 21/01/2014

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Um Pistoleiro Solitário:


Uma noite ele percebeu que estava sozinho, realmente só. Não do tipo que de alguma forma foi deixado para trás.
Ele estaria só mesmo que estivesse acompanhado. Havia em um insight que aquele era o momento, o teste do herói, mesmo que aquilo o tornasse um vilão.
Mas de toda forma não importava, ele sempre foi um outsider, não se preocupava em agradar, em se encaixar e era exatamente isso que fazia toda a diferença em estar só. Ele estava preparado.
Nunca houve um deus olhando por ele lá em cima. Os demônios sempre caminharam na Terra, cruzaram inúmeras vezes seu caminho, alguns o chamaram de amigo e todos eles se encaixavam, eram parte da multidão, parte da paisagem.
Mas ele não. Naquela noite ele concluiu que inexoravelmente estava sozinho.
Em dias incertos, dias de mudanças, de angustia, estar sozinho fazia toda diferença. Ele sabia que era o momento em que suas habilidades seriam postas a prova, o único que poderia vencê-lo era o medo de se arriscar. Mas seu grande risco foi algum dia querer se sentir seguro, esse era o peso, esse era o abismo.
Ele estava só e mesmo sendo filho dos ventos, precisava novamente aprender a desafiar os céus, fazer de seus pensamentos e sonhos a matéria-prima de suas verdades.
E naquela noite em que ele se percebeu realmente sozinho, ele sabia que iria rolar na cama, como se a madrugada fosse uma perpetua carrasca, pois seus sonhos não habitavam mais em seu leito, mas no raiar do dia seguinte. Sonho na forma de um novo e solitário salto, desafiando os céus, desafiando o abismo...

Nem herói, nem vilão, apenas aquele que em uma noite sozinho se consumiu nas chamas de suas ideias... um pistoleiro solitário.

Christian Duchovny, Americana-SP 20/01/2014

domingo, 6 de janeiro de 2013

"Loucos" históricos:

Rei Carlos VI da França

 O Rei Carlos VI era conhecido como Carlos, o Louco. Depois de uns doze anos de reinado, os primeiros sinais de sua insanidade começaram a aparecer. Houve episódios onde ele não lembrava o próprio nome, nem da esposa, dos filhos ou sequer de que era rei da França. Durante cinco meses, se recusou a tomar banho ou trocar de roupa. Além disso, teve um tempo em que acreditava ser feito de vidro, então proibia que qualquer pessoa tocasse sua figura real e fazia uso de roupas reforçadas, para evitar que se quebrasse por acidente. Ele reinou de 1380 a 1422. Imagino que deve ter sido um período tumultuado para os franceses.

 Abraham Lincoln

 Conhecido por ser um dos dezesseis primeiros presidentes americanos mais fodões de todos os tempos. Apesar de suas grandes conquistas, como colocar um fim na Guerra da Secessão, introduzir medidas que colocaram um fim à escravidão nos EUA, e inclusive, ter matado alguns vampiros, tinha o que ele próprio chamava de “tendência à melancolia”. É normal ficar triste de vez em quando, acontece com todo mundo. No entanto, o que Lincoln vivia eram períodos de profunda e debilitante depressão. Alguns biógrafos especulam que não era raro ele contemplar a possibilidade de suicídio. De acordo com um perfil feito pela Ability Magazine, ele chorava desesperadamente e utilizava-se de um senso de humor exagerado, além de uma espécie de fanatismo religioso e dedicação extrema ao trabalho para balancear sua melancolia.

 Vincent Van Gogh

 Certo, Van Gogh é aquele pintor que cortou a própria orelha e mais tarde cometeu suicídio. Você provavelmente já ouviu falar dele. Ele costumava ter ataques epiléticos causados por uma lesão cerebral oriunda do consumo excessivo de absinto. Sim, ele era alcoólatra. Seu famoso entusiasmo por arte e religião, combinado por seu ritmo acelerado de pintura, seguidos por períodos de profunda depressão reforçam a teoria de que ele talvez sofresse de distúrbio bipolar. Ele também era um excelente escritor e deixou centenas de cartas. Alguns acreditam que ele sofria de hipergrafia, uma espécie de mania associada à epilepsia que é, basicamente, uma vontade incontrolável de escrever.

 Edgar Allan Poe

 Conhecido por seus contos de horror, foi um dos primeiros a tentar construir uma carreira apenas com seu ofício de escritor. Edgar Allan Poe era extremamente interessado em psicologia e usava o que aprendia sobre o assunto como substrato para suas obras. Acontece que ele tinha um inimigo chamado Rufus Griswold, de quem o Poe gostava de falar mal, seja por escrito ou verbalmente. Então, após a morte de Poe, Griswold decidiu escrever um obituário venenoso sobre seu rival, contando a respeito de como as pessoas simplesmente deixavam passar batida a sua proeminente loucura. Depois disso, as pessoas passaram a conjecturar que Edgar Allan Poe tinha distúrbio bipolar. O próprio Poe já havia escrito uma carta contando que já experimentava pensamentos suicidas. Um fato curioso é que toda uma saga sobre uma suposta viagem de balão já havia sido publicada como notícia e, no final, descobriu-se que era uma farsa.

 Howard Hughes

Howard Hughes foi aviador, engenheiro aeroespacial, produtor de filmes, diretor de cinema e bilionário nas horas vagas. Metódico, organizado, disciplinado, tinha aversão a germes. Ou melhor: ele tinha uma fobia diagnosticada a germes. Um artigo publicado pela American Psychological Association sugere que sua fobia era tão severa que contribuiu para o vício em Codeína e Valium, além de levá-lo a ter uma vida de reclusão. Sua vida foi marcada por períodos de estresse e isolamento. Quando adolescente, chegou a ficar paralizado por meses, por nenhuma razão aparente. Mais tarde, começou a apresentar comportamentos obsessivo-compulsivos, em função da sua fobia. Todos os que se aproximavam dele tinham de usar luvas, sua comida era, obrigatoriamente servida protegida por lenços de papel, só conseguia dormir pelado, com os pés protegidos por caixas de tecido, em zonas livres de germes devidamente inspecionadas por ele próprio. 

Ludwig Van Beethoven

 Gênio da música. Acredita-se que tenha sofrido de transtorno bipolar. Dizem que apanhava de seu pai de maneira tão violenta que, talvez, isto tenha contribuído para sua perda auditiva. Era um cara intenso, cheio de vitalidade, carregado de ideias brilhantes, mas que subitamente entrava em ciclos de reclusão, depressão profunda, humor negro e crueldade. Também foi viciado em álcool e e ópio, numa espécie de tentativa de controlar seus próprios ânimos.

 Sir Isaac Newton

Físico, matemático, astrônomo, alquimista, filósofo e teólogo. Ele criou uma boa parte do conteúdo de física do ensino médio, então você provavelmente já o conhece e odeia. Nos seus estudos teológicos, Isaac Newton criou várias teorias para como o mundo poderia acabar, tentando extrair conhecimentos científicos da Bíblia. Segundo ele, estamos seguros até 2060. Há relatos de que as pessoas da época também o odiavam bastante. Ele era conhecidamente psicótico, difícil de se conviver e dado a mudanças dramáticas e radicais de humor, sem motivos lá muito aparentes. Alguns autores dizem que ele talvez fosse bipolar. Talvez fosse esquizofrênico. Ou talvez, fosse só virgem mesmo.

Reino Unido pronto para uma invasão alienigena:

Nick Pope, um homem que trabalhou por 21 anos como assessor especial no Ministério da Defesa do Reino Unido, afirmou que as Forças Armadas tem estudado e construído secretamente armamentos sofisticados para proteger o país dos extraterrestres. Entre as armas, segundo Pope, há um esquadrão de aviões-robôs e protótipos de aeronaves – que são capazes de fazer manobras ultrarrápidas para caçar as naves alienígenas. Uma dessas máquinas é o Taranis, um avião-robô feito pela BAE Systems. A Inglaterra também teria armas novas e bem diferentes das usadas em guerras atuais, além de um plano para atrair aliados para o confronto contra os ETs. Além disso, o governo tem considerado que 5% de incidentes inexplicáveis trazem risco para a soberania do país. Durante três anos, Pope foi designado para estudar os relatos de aparições de ETs e naves não identificadas voando pelo espaço aéreo inglês.

Pesquisadores de OVNIs e vida extraterrestre morrem em circunstâncias misteriosas:


Muitos pesquisadores de OVNIs, principalmente da década de 1970 e 1980, morreram em circunstâncias misteriosas ou que podem ter sido mortos. Esta é a conclusão a que chegou um astrônomo amador, um ex-assessor de governo dos EUA. Ele fez esta declaração durante uma conferência internacional em Amsterdã dedicado a procurar por inteligência extraterrestre.
Esta afirmação é verdadeira tanto para os caçadores de objetos voadores não identificados quanto para os pesquisadores que tentam encontrar vida extraterrestre, incluindo profissionais da astrofísica. O estudo aborda mais de 30 anos sobre o assunto.
Famoso astrônomo americano Morris K. Jessup, cujo seus livros abordam a vida inteligente fora da Terra e tornaram-se best-sellers, cometeu suicídio. Ele terminou sua vida, abrindo um buraco no escapamento de seu carro, fechando a porta e ligando a ignição. Professor James Edward McDonald, que por muitos anos serviu como diretor do Instituto de Física Atmosférica da Terra e estudou objetos aeroespaciais não identificados, colocou uma bala em sua cabeça.
Edward Ruppelt, que liderou um projeto para o estudo de objetos não identificados nos céus sobre os Estados Unidos, morreu de uma crise cardiovascular aos 37. Em 5 de novembro de 2001, William Milton Cooper, um ufólogo famoso que acusou repetidamente o governo dos EUA de esconder a verdade sobre os OVNIs, foi morto pela polícia em sua casa. Cooper, que claramente sofreu de ilusão, viveu em Yeager (Arizona). Ele comprou armas em massa para criar unidades para combater um governo secreto liderado por extraterrestres.
Antes do incidente, a polícia foi informada de que Cooper havia ameaçado moradores inofensivos, acreditando que, aparentemente, que eles estavam perseguindo-o sobre as instruções das autoridades. A polícia cercou a fazenda onde ele morava. Ele disse que qualquer um que se atrevesse a cruzar sua propriedade privada seriam mortos, mas a polícia ignorou. Como resultado, um policial foi gravemente ferido, e outro teve que atirar o pesquisador, como a auto-defesa.
Há também a famosa "lista de Sheldon." O famoso escritor americano Sidney Sheldon, trabalhando em seu romance "O Fim do Mundo", chamou a atenção para uma série de mortes misteriosas entre os especialistas britânicos desenvolvimento de armas espaciais.
Em outubro de 1986, o professor Arshad Sharif se matou amarrando uma extremidade da corda a uma árvore, fazendo um laço na outra extremidade, colocando a cabeça por ela e dirigindo o carro. Poucos dias depois, outro professor de Londres, Vimal Dazibay, pulou de cabeça da ponte de Bristol. Ambos trabalharam no desenvolvimento de armas eletrônicas para o programa do governo Inglês, semelhante aos americanos "Star Wars". 
Em janeiro de 1987, outro cientista, Avtar Singh-Guia, desapareceu. Mais tarde ele foi declarado morto. Em fevereiro de 1987, Peter Pippel foi atropelado por seu carro em sua garagem. Em março de 1987, David Sands cometeu suicídio por bater seu carro em um prédio. Em abril de 1987, quatro desenvolvedores de programas espaciais morreram. Mark Wiesner se enforcou, Stuart Gooding foi vítima de homicídio, David Greenhalgh caiu da ponte, e Shani Warren afogado. Em maio daquele ano, Michael Baker foi morto em um acidente de carro.
Em um tempo relativamente curto, 25 pessoas que trabalhavam em um projeto de campo espaço morreram por várias razões. Sidney Sheldon, que descobriu este fenômeno trágico, acreditava que tinha a ver com alienígenas.
De acordo com Timothy Hood, essas mortes não foram acidentais, mas sim, eram o trabalho de serviços especiais que eliminaram os especialistas porque sabia demais.
Nas décadas de 1970 e 1980 nos Estados Unidos, houve programas secretos de investigação de OVNIs, como o "Livro Azul", "Aquarius", "Área 51", "Majestic 12", e GEIPAN. Embora os dados oficiais mostram que a maioria desses projetos agora estão inativos, muitos teóricos da conspiração duvidam.
De vez em quando materiais "sensacionais" surgem nos meios de comunicação cujo objetivo é convencer o público de que o governo dos EUA está escondendo a verdade sobre o contato humano com extraterrestres.
Talvez isso não tenha qualquer ligação com os extraterrestres mas segredos militares ou fatos falsos. Em qualquer caso, a trama continua. O tema de contato com outras civilizações continua a emocionar e que o perigo percebido torna ainda mais emocionante.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

10 piores demônios da Teologia e Mitologia:

10. Abyzou

 Origem: mitologia judaica Também conhecido como: Abizou, Obizu, Obizuth, Obyzouth e Byzou Era crido que este demônio feminino era responsável por abortos espontâneos, nati-mortos, e a mortalidade infantil. As “Abyzou” eram tidas como inférteis, e por inveja, buscavam provocar esses atos. Ela é muitas vezes representado por serpentes e até mesmo como ser aquático.

9. Agares

 Origem: demonologia cristã Também conhecido como: Agreas É dado a este demônio “masculino” o dom da paralisação, o que no caso de uma fuga (de uma tsunami ou um agressor) é extremamente nocivo. Também é dito ser um dos demônios controladores de terremotos. Agares possui o domínio dos idiomas, com foco na palavrões e insultos étnicos. A ele também é creditado ser governante da zona oriental do Inferno, e ele diz-se ter 31 legiões de demônios sob seu comando. É dessa lista um dos, (se não a mais) bizarro em sua aparência: frequentemente retratado como um ancião pálido montando em um crocodilo, com um falcão atado a seus punhos.

8. Aka Manah

 Origem: mitologia zoroastriana Também conhecido como: Akem Manah, Akoman, Akvan Seu nome significa “manah fez mal”, neste caso, a palavra “manah” representa “a mente”. Muitos se referem a ele como o demônio das “más intenções”, “mente do mal”, “o propósito do mal”, ou “maus pensamentos”. Seu trabalho: Evitar que pessoas cumpram suas obrigações morais (isto é:. Ser um bom pai, salvar uma vida, honestidade, etc)

 7. Ala

 Origem: mitologia pré-eslava, eslava e demonologia cristã Também conhecido como: plural: Ale Ale são alguns dos poucos demônios nesta lista que não só fazem maldades, mas podem ser persuadidos a fazer boas ações, ou mesmo auxiliar alguém. Estão ligados às condições de tempo (mais comum são granizo e trovoadas) sobre fazendas, pomares e vinhas, a fim de destruir as culturas(alguns “teólogos” das igrejas neo-pentecostais associam esses com os gafanhotos citados no livro do profeta Joel . Alimentar-se de crianças é outra atribuição a estes. Acreditava-se que os Ale, quando realmente famintos, eram capazes de comer parte da luz da lua, ou mesmo o sol, criando assim os eclipses. Tidos como grande ameaça ao estado “físico e mental, por serem capazes de incorporar em médiuns. No entanto, se você se aproxima de um Ala com confiança e respeito, este e os outros Ale serão capazes de salvar sua vida, sempre que necessário, e até torná-lo rico! Caso você não queira muita amizade com os Ale, saiba que eles tem pavor de águias (?). Pessoas que conseguiram vê-los relatam formas diversas; alguns dizem que parecem com os corvos, outros, como nuvens ou ventos escuros; muitos relatam semelhança com cobras ou dragões femininos. Acredita-se que vivem em lagos, nascentes, nuvens, montanhas inacessíveis, florestas, cavernas ou árvores gigantescas.

6. Asag

 Origem: mitologia sumeriana Asag é um dos muitos demônios causadores de doença. “E daí?”, você diz, “o que difere de outros demônios que causam doenças?”. Bem, segundo a mitologia, ele manteve relações sexuais com todas as montanhas do mundo, tendo assim ninhadas de “diabos-rocha”, descendência criada para defende-lo em qualquer batalha. A ele é creditado uma feiura incrivelmente profunda, que é capaz de ferver mares e rios, apenas por vê-lo a distância.

5. Belphegor

 Origem: demonologia cristã e mitologia cabalística Belphegor é absolutamente inacreditável: Começou sua carreira na Assíria há milênios. Era conhecido por Baal-Peor, e era associado a orgias, e outros tipos de perversões. Os israelitas adoravam na forma de um ídolo fálico(em formato de pênis). Mais tarde, na mitologia cabalística, era tido por tornar pessoas paranóicas, ou mesmo, usando da ganância nativa no ser humano, seduzia-os com dinheiro e riqueza patrimonial. Difícil dizer que é complicado achar matéria para invocar Baal-Peor, já que ele exige excremento humano como oferta (talvez daí surja a crença que sonhar com fezes significa dinheiro)! No século 16, ele mudou seu nome para Belphegor, e mudou – levemente – sua estratégia. Ele abandonou a ideia de causar desconfiança mútua nas pessoas, e ao invés disso, concentrou-se nas invenções. Ele “sugeriria” aos inventores criações absurdas (ainda que plausíveis), e então usar sua capacidade de estimular a ganância a sua habilidade de gerar a cobiça pelo sucesso. Segundo a lenda, Belphegor foi enviado do Inferno para espalhar justificativas contra e desmentir os rumores de que o casamento poderia resultar em felicidade, mostrando que não há condições de ser feliz dentro de um matrimonio. Foi quando ele optou em permanecer na Terra. Seus atributos mais bizarros: Conta-se ser física, mental e estrategicamente mais forte no mês de Abril, e no inferno é embaixador de Satanás para a França. Belphegor também desempenhou um papel no livro de Milton, “Paradise Lost”. É comummente retratado como um ser de hedionda barba com chifres e garras, ou uma bela jovem.

4. Jikininki

 Origem: mitologia japonesa budista Jikininki são espíritos de pessoas egoístas, gananciosas ou maldosas, já falecidas. Diz-se estarem amaldiçoados a praticar a necrofagia (alimentar-se de cadáveres humanos). Também é dito que levam objetos de valor dos cadáveres, a fim de subornar vigilantes ou funcionários locais, para não serem incomodados. Diferentemente da maioria dos demônios, eles realmente odeiam o que se tornaram, e estão em um estado constante de auto-rejeição e auto-aversão. Alguns relatos afirmam que eles são tão aterrorizantes, e que os que os vêem, ficam paralisados de medo. Outros indicam que os Jikininki podem assumir a forma de seres humanos normais, e até mesmo levar uma vida aparentemente normal de dia. Eles são notáveis ​​na medida em que, ao contrário de outras gaki ou rakshasa (“fantasmas famintos”), e os fantasmas de um modo geral, eles são uma espécie rara, se é que se pode usar tal termo nesse contexto.

3. Pontianak

 Origem: mitologia indonésia Também conhecido como: Kuntilanak, Matianak, ou Boentianak Os Pontianak são espíritos de mulheres que morreram durante o parto, tornando-se mortos-vivos. Pontianak buscam assustar as pessoas (principalmente homens), e depois arrancar seus órgãos internos para a alimentação com as suas garras. No caso dos homens que os Pontianak descubram que quando eram vivos abusaram sexualmente ou traíram seus cônjuges, removem a genitália do homem com as mãos nuas. São muito parecidas com vampiros, no entanto, agem mais por vingança, em vez de necessidade ou sustento. Também é difícil julgar qual distância estão já que um grito alto significa que o Pontianak está longe, enquanto um grito suave significa que o Pontianak fica nas proximidades. Diz-se também que uma fragrância floral leve é ​​detectada a primeira vista, no entanto, as mudanças de odor mudam para algo podre depois de um curto período de tempo. Acredita-se que vivem em bananeiras.

2. Senhora do meio-dia.

Origem: mitologia eslava Também conhecido como: Pscipolnista, Poludnica, Polednice “Dama do meio-dia” é, certamente, um demônio exclusivamente fêmea. Com perguntas complicadas, feitas com vocabulário rebuscado, procurava trabalhadores nos campos e lugares ermos e abertos, geralmente nos dias quentes de verão, ao meio-dia, horário mais quente do dia. Qualquer resposta incorrecta resultava em sumária execução por decapitação, seja com uma foice, ou um par de tesouras. A “Senhora” é também a personificação da insolação, além de enlouquecer as pessoas como causa do calor, em vez de decapitação. Sua descrição varia entre uma menina de 12 anos de idade, uma mulher velha, ou uma mulher bonita em geral.

1. Lamashtu

Origem: sumeriana e da mitologia mesopotâmica Também conhecido como: Dimme Lamashtu é um hediondo e aterrorizante demônio. Diz-se que ameaça mulheres durante e após a gravidez. Ameaças de sequestros de crianças enquanto estão amamentando, para beber seu sangue, e mastigar seus ossos. Acrescente a isso o fato de que seus hobbies incluem: infestar rios e lagos, matando plantas e outras formas de vida, sugando o sangue dos homens, criando distúrbios de sono, espalhando doenças e enfermidades, e provocando pesadelos. Diferentemente da maioria dos demônios da mitologia mesopotâmica, ela não obedece a hierárquias, ou a qualquer deus ou homem, ou mesmo qualquer um da hierarquia celestial. Assim, Lamashtu era a personificação do mal, fazendo que as mulheres grávidas e seus entes queridos rotineiramente invocavam outro demônio, Pazuzu, para protegê-los. Para os não iniciados, Pazuzu era o demônio que ficou famoso pelo filme “O Exorcista”. Conta-se que Pazuzu e Lamashtu foram ferozes rivais, que se atacam sistematicamente na primeira oportunidade. Mesmo Pazuzu sendo conhecido por trazer fomes e secas, em grávidas tinham tanto medo de Lamashtu, que preferiam correr o risco! Isso significa que, sim, o desempenho Linda Blair em “O Exorcista” não foi nada, se comparado à ira de Lamashtu! Lamashtu é geralmente descrito como um “híbrido mitológico”, com a cabeça de uma leoa, os dentes e as orelhas de um burro, a pé de um pássaro (completo com garras afiadas), bem como um corpo peludo, e dedos longos e afiados e unhas. Ela é geralmente representada por uma combinação de um cão e um porco segurando cobras, de pé ou ajoelhado sobre um burro; sutil…

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Efeito Werther:


Quando ocorre o aumento de sistemático de suicídios? Acontece logo após o surgimento de histórias de casos reais de suicídio, principalmente quando noticiados em jornais distribuídos em regiõesgeograficamente próximas. Também é conhecido como “efeito de imitação”, e é mais provável que ocorra quando pessoa que se mata é famosa. Um caso marcante é a epidemia de suicídios que se seguiram à morte de Marilyn Monroe, em 1962.
O nome Efeito Werther refere-se ao romance de Johan W. Von Goethe  chamado  ”Os Sofrimentos do Jovem Werther” (1774), que conta a história de um jovem que, após uma desilusão amorosa, cometeu suicídio com um tiro na cabeça. A venda do livro foi proibida em várias partes da Europa, pois desencadeou uma onda de suicídios entre jovens que usaram o mesmo método usado pelo protagonista do jogo.

De onde vem o 'feira" dos dias da semana:

"Feira" vem de feria, que, em latim, significa "dia de descanso". O termo passou a ser empregado no ano 563, após um concílio da Igreja Católica na cidade portuguesa de Braga - daí a explicação para a presença do termo somente na língua portuguesa. Na ocasião, o bispo Martinho de Braga decidiu que os nomes dos dias da semana usados até então, em homenagem a deuses pagãos, deveriam mudar. Mas espera aí: se feria é dia de descanso, por que se usa "feira" apenas nos dias úteis? Isso acontece porque, no início, a ordem do bispo valia apenas para os dias da Semana Santa (aquela que antecede o domingo de Páscoa), em que todo bom cristão deveria descansar. Depois acabou sendo adotada para o ano inteiro, mas só pelos portugueses - no espanhol, no francês e no italiano, os deuses conti- nuam batendo ponto dia após dia. As únicas exceções assumidas pelos nossos irmãos bigodudos - e depois incorporadas nas colônias portuguesas - foram sábado e domingo (Prima Feria, na Semana Santa), que derivam, respectivamente, do hebreu shabbat, o dia de descanso dos judeus, e do latim Dies Dominicus, o "Dia do Senhor". Desde 321 os calendários ocidentais começam a semana pelo domingo. A regra foi imposta naquele ano pelo imperador romano, Constantino, que, além disso, estabeleceu definitivamente que as semanas teriam sete dias. A ordem não foi aleatória: embora na época os romanos adotassem semanas de oito dias, a Bíblia já dizia que Deus havia criado a Terra em seis dias e descansado no sétimo e, ao que tudo indica, os babilônios também já dividiam o ano em conjuntos de sete dias. As informações são da Revista Mundo Estranho.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Entendendo Prometheus:

De onde viemos? Quem nos criou? Responder essas perguntas aparentemente é o mote de Prometheus, nova empreitada de Ridley Scott, tida como uma "prequência" da franquia Alien. Mas basta ver 20 minutos do filme para entender que, apesar dessas questões estarem presentes durante toda a existência da humanidade, o foco principal não são as respostas que podem vir daí, mas sim os novos questionamentos que devemos levantar a respeito de nós mesmos, indivíduos e sociedade. E se tudo isso vier acompanhado de sequências de ação bem dosadas e um clima de nostalgia sci-fi com direito a uniformes apertados a bordo, melhor ainda.

A primeira cena de Prometheus já começa a levantar grandes questões. Um humanoide ultramusculoso, aparentemente em exílio num ainda inabitado Planeta Terra, sacrifica a própria vida tomando uma substância preta letal. Vemos que seu corpo cai em uma cachoeira e que esse contato foi o ponto de criação da vida humana por aqui. Impossível não se questionar: o ser era um desertor? O que fazia ali sozinho? Qual a importância da nave que aparece na cena? Sem nos deixar muito tempo para refletir, o roteiro já apresenta o futuro, quando o casal de cientistas Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green) descobre alguns desenhos rupestres que formam uma espécie de mapa. A certeza de ambos é que essa é mais uma pista deixada pelos nossos criadores para que os encontremos. 

Tais fatos levam-nos ao ano de 2093, quando a nave Prometheus chega à lua LV-223 carregada com uma equipe de exploradores. Entre eles, está a própria Elizabeth e o marido, que encabeçam a procura pelos seres que eles chamam de “Engenheiros”. Há também a descrente Meredith (Charlize Theron), que chefia a missão com uma autoridade abusiva e cujo interesse supostamente está nos resultados financeiros – pois, como ela sempre diz, aquela “é uma nave comercial”. Finalmente, o outro grande tripulante é David, que... Bem, além de ser Michael Fassbender, é um androide que tem a responsabilidade de fazer a missão ser um sucesso. Naturalmente, as coisas não saem como o planejado e essa busca acaba resultando em perseguições alienígenas e mortes. 

A personagem interpretada por Rapace é a responsável pelo clima de dicotomia que predomina do filme, sempre num limite entre a crença e a ciência. Afinal, ela acredita que nós fomos concebidos por alienígenas, mas abre a possibilidade para que exista um Criador acima disso tudo. Em determinado momento, questionada se sua fé está abalada após a confirmação de que nós realmente viemos dos ETs, a cientista faz a inevitável pergunta: “mas e quem os criou?”. Colocar uma mulher da ciência que aposta mais no "crer pra ver" do que no "ver pra crer" certamente vai gerar muito borburinho entre os ateus, embora a ideia não seja pregar uma religião, mas sim sugerir uma explicação que una o científico e a fé. 

Analisando bem, Prometheus é inteiro uma obra sobre contradições, paradoxos e, ao mesmo tempo, consonância de opostos, para resumir. David é um robô que faz de tudo para parecer humano. Ele até busca inspiração no filme Lawrence na Arábia, imitando a entonação de voz do protagonista para transmitir mais emoção e inclusive pintando o cabelo de loiro para se parecer mais com Peter O’Toole. Já Meredith é tão fria que por vezes ficamos em dúvida se ela não é o verdadeiro robô da história. É o extremo da independência feminina, num nível que a torna uma cruel solteirona amargurada. 

Inspirado, mas não diretamente relacionado

O leitor já deve estar se perguntando o que tudo isso tem a ver com Alien. Pois a resposta é mais uma dubiedade: tudo e nada. O longa não é exatamente uma “prequência”, como vinha sendo ventilado pela imprensa. É uma outra proposta, com enfoque diferente, mas que traz referências e um clima de homenagem principalmente a Alien - O Oitavo Passageiro, de 1979. Estamos em um universo em que tudo é muito familiar. H.R. Giger, criador do design do alien original, está de volta, desta vez como consultor. A nave é muito parecida com aquela que conhecemos, mas com uma tecnologia mais contemporânea, assim como os objetos de cena, a exemplo das cápsulas. A estrutura de roteiro também é a mesma e os “clichês alienísticos” estão devidamente representados: a inspiradora mulher protagonista, o androide com intenções suspeitas e o representante negro (Idris Elba, o capitão) são alguns. E os alienígenas estão mais pegajosos do que nunca. 

Como dissemos no início, não é por ser um filme voltado às ideias que as sequências de ação e suspense são esquecidas. No final das contas, precisamos ser entretidos. Pão e circo! Há uma cena envolvendo um parto que é tão grotesca que chega a ser bonita. Temos ali a figura de uma grande mulher não aceitando o que alguns chamam de fado ou destino. Aliás, muito acertada a escolha de Noomi Raplace como protagonista. Ela, conhecida por ter protagonizado a versão sueca da sérieMillenium, passa uma fragilidade de início que logo vai sendo compensada não só pelas atitudes da personagem que ela representa tão bem, como por seu corpo com músculos bem-definidos. Falando em atores, não preciso nem dizer que Charlize, com sua voz imponente, está impecável, e que o alemão Fassbender dá uma humanidade tão calculada a seu personagem que, mesmo com as atitudes condenáveis que este possa vir a tomar, não tem como não torcer para que ele se dê bem. 



Mas, apesar de sua riqueza de conteúdo, certos fatores separam Prometheus da perfeição. Há personagens que nem citei o nome até agora porque ou só estão lá pra fazer número ou são simplesmente chatos. Tanto que quando alguns deles morrem, dá até vontade de felicitar os aliens responsáveis pelo ato. E Raplace, ainda que demonstre muita competência e tenha potencial para tornar Elizabeth em um símbolo nas próximas continuações, é desfavorecida na comparação com Sigourney Weaver e sua eterna Ellen Ripley. Não devíamos nos apegar a isso, pois é uma outra história, mas acaba sendo inevitável. Também fica impossível conceber que num longa que é um deslumbre técnico, com uma visual tão clean, derrape tanto numa coisa simples: a maquiagem para envelhecer Guy Pearce - sim, ele está no filme e vive o magnata Weyland, empregador de toda a tripulação. É tão over e artificial que o maquiador responsável merece demissão por justa causa.

Ainda que ao final haja uma aura de redenção no ar, com sacrifícios individuais em favor da salvação de uma maioria, Prometheus não é otimista, procurando tratar o ser humano a certa distância para revelar tanto sua faceta sonhadora que transforma a realidade quanto sua capacidade de autodestruição. Não é coincidência que um dos personagens que no início é apresentado como alguém lutando por uma causa nobre, venha depois a se revelar um egoísta capaz de mover uma nave apenas para tentar satisfazer uma necessidade nada coletiva.

Revisitar este filme é fundamental para poder entender melhor suas referências, que vão de Asimov e Lovecraft a 2001, de Kubrick, passando pelo livro Eram os Deuses Astronautas?, de Erich von Däniken. De filosofia, temos Nietzsche e até mesmo Sócrates. Afinal, “quanto mais aprendo, mais vejo que nada sei”. E por saber que nada sei, preciso de mais perguntas – claro que algumas delas são truques para fazer você voltar ao cinema daqui a dois anos e ver a continuação da franquia, o que não é de maneira alguma condenável. Enfim, podemos não ter descoberto exatamente a razão para a criação da humanidade, mas temos certeza o suficiente para poder dar uma ordem: Ridley Scott, você está proibido de fazer qualquer coisa que não seja ficção científica!