
O personagem principal é o soturno Frank Black, especialista em perfis criminais. Ele é interpretado com excelência e precisão pelo pintor, escultor e ator Lance Henriksen, um ex-agente do FBI que se junta ao Grupo do Milênio, uma organização que presta consultoria para casos macabros e luta contra "as forças do mal e das trevas".

Este dom o torna uma pessoa atormentada, amargurada e fechada, uma situação insustentável para a idílica vida familiar que ele tenta manter, a todo custo, com a esposa - a psicóloga Catherine - e a filha - Jordan (uma atuação solar da então pequena atriz Brittany Triplady) - na nova "casa amarela", em Seattle. Para piorar, Frank suspeita que Jordan tenha herdado o mesmo "talento" psíquico-sensitivo.
Como sempre, as coisas nem sempre parecem o que são e, no decorrer das temporadas, Frank acaba, do outro lado do balcão, combatendo a atuação e a ideologia do Grupo do Milênio.
Ok. Há altos e baixos. Mas o seriado mais acerta do que erra. O projeto, rodado em Vancouver, no Canadá, teve boa produção, grana investida e uma concepção bem resolvida, capitaneada pelo idealizador, o produtor Chris Carter. A edição das vinhetas, nas quais mostrava Frank "entrando na mente do criminoso, era uma atração à parte, com cortes rápidos e cenas aterradoras. A fotografia, sempre soturna, lembrava velhos seriados policiais.

A série não se aventura pelo sobrenatural, muito embora invoque elementos místicos e religiosos em seus histórias. "Millenium" traduz uma certa nostalgia, uma reflexão sobre uma era caótica e imprevisível que ainda estavamos vivendo.
Para quem quiser se embrenhar mais na jornada de Frank Black, as temporadas estão disponíveis em DVD, uma excelente fonte de consulta é o site The Millenium Abyss.

Nenhum comentário:
Postar um comentário